Existia uma parte de mim que pensava em ser perfeita... Perfeita em agradar a todos, perfeita em tudo. Mas hoje ela não existe mais, hoje eu sou mais egoísta, mais indiferente, mais intolerante e eu gosto disso.... gosto de não gostar, gosto de odiar, gosto do que amo, gosto do que odeio, e não mudaria absolutamente nada em mim, diferente de antes que eu fazia questão de mudar sempre, de me adaptar, de me "concertar" e hoje, do jeito errado, torto e imperfeito que eu sou eu gosto muito mais de mim. Eu me considero perfeita por todas minhas imperfeições e essa sou eu, toda eu. A perfeição nunca é a coisa boa pra ninguém, porque são seus erros e sua personalidade errada que te constrói e se você não é você só tenho uma pergunta a lhe fazer; quem você é e quem você será?
L. O. Pereira
sexta-feira, 6 de julho de 2012
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
2 Eu?
"Quem sou eu?" Essa é a pergunta que tanto ando fazendo a mim mesma. Do que eu realmente gosto? Porque eu me adaptei tantas vezes pra ser aceita em grupos que minha personalidade própria se perdeu. Não que eu finja ser alguém que não sou, não é que eu seja falsa. É que simplesmente eu não faço ideia de quem eu sou e as vezes não tenho vontade de saber, e se meu eu me decepcionar? E se eu perder pessoas que não quero perder? E se eu virar algo que eu não quero?
Mas e se eu também nunca descobri quem eu sou?
Aparecem tantas perguntas em minha cabeça e não consigo responder a nenhuma, isso é tão intrigante e agoniante. Nem sequer sei se quero ou não saber.
(L. O. Pereira)
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
0 Emoções sentidas que nunca foram realmente sentidas.
Eu ouvi, vi, vivi, senti, apreciei, odiei. Acordei, dormi, sorri, chorei. Senti varias emoções, mas nunca as senti realmente. Nunca as interpretei. Nunca as tive realmente sabe?
Nunca gritei alto pra aliviar a raiva, nunca chorei escandalosamente como sempre quis, nunca fiz uma cena grande e marcante. Nunca me marquei, nunca me mantive em uma lembrança forte. Talvez seja por isso que as pessoas me esquecem.
Mas eu sempre quis sentir coisas que não me deixam, sempre quis gritar o refrão da minha musica preferida, tão alto que eu sentiria minha garganta doer. Sempre quis chorar alto para que alguém pudesse ouvir e sentir a dor que sinto. Sempre quis contar tudo sobre mim para que as pessoas não tivessem duvidas sobre quem eu sou. Sempre quis me destacar em algum lugar, mas sinto que é impossível. É como se eu não fosse boa o suficiente pra me expressar como desejo. É como se o mundo mandasse eu me calar quando quero falar. É como se todos controlassem quem eu sou, e o que devo/vou fazer.
Talvez eu não tenha noção de quem eu seja talvez às pessoas saibam mais de mim do que eu mesma. Mas eu queria ter pelo menos o direito de gritar, interpretar como me sinto. Talvez eu nunca consiga, mas enquanto não conseguir falar irei escrever. É onde melhor consigo expressar onde quero chegar.
domingo, 8 de janeiro de 2012
2 "Quem anda com os porcos farelos come."
É isso que tanto escuto ultimamente. Eu só queria rir outra vez, queria não me incomodar com o que os outros vão dizer, queria excluir tristezas da minha vida. Eu consigo, mas só por algumas horas. Não me lembro a ultima vez que tive 24hrs de paz, sem brigas e sem lagrimas.
Por isso estou pensando em ir para longe, pelo menos alguns quilômetros. Parar de ver os que tanto me julgam e me machucam.
Quem está certo? Isso realmente importa?Com quem eu ando, a que horas e por quê? Isso realmente importa?
Porque agora, por quê? Alguém me diz o que eu sou? Quem eu sou? Quem meus pais acham que eu sou?
Alguém se importa com meus sorrisos ou com minhas lagrimas? Porque ninguém se importa com o que realmente importa? Como estou, se estou feliz?
Há! Claro, estão muito ocupados cuidando de mim agora pelo meu futuro. Afastando-me do que eu gosto, do que eu quero. Porque o meu presente vai refletir a porra do meu futuro, foda-se! O que importa o amanhã se o hoje é uma merda?
Eu me sinto numa prisão livre. Não há um refugio para que eu possa me esconder.
Drama adolescente, depressão, algum tipo de fobia, revolta, coisas da idade... Algumas pessoas me definem assim e você?
domingo, 11 de dezembro de 2011
1 Eu te odeio
Eu sinto falta de você. Sinto falta do seu cheiro, sua voz macia, mas forte com um ar sarcástico. Sinto falta dos momentos que só existiram na minha cabeça, sinto falta dos quais você realizou.
Sinto falta de quando eu achava a vida um inferno passava maquiagem e sorria, mas você sabia que eu não estava bem. Apenas me abraça e dizia "pode contar comigo, me diga quem é que esta te machucando" e eu segurava as lagrimas, minha garganta começava a doer, eu queria tanto te dizer "é você", mas eu não conseguia. Eu me apertava contra seu peito e queria gritar, mas as lagrimas e as repetidas palavras "não é nada, eu estou bem" eram as únicas coisas que saiam de mim. Foram momentos ruins que só eu sei, e mais ninguém, os motivos.
Mas você não era só sofrimento, você foi a pessoa que me manteve feliz por mais tempo que qualquer um. Você ria das minhas piadas sem graças, você fazia questão de se falar comigo, de me ver, de me abraçar. Você adorava me acariciar com sua barba curta que me arrepiava e me enlouquecia. Seu filho da mãe, eu te amei. Eu te amo.
Você era o imperfeito perfeito, você era a dor que eu queria sentir, o veneno que eu queria tomar, a droga com a qual eu queria me matar. Eu te odeio tanto por ter feito eu te amar, mas, mesmo que pudesse, não mudaria nada. Sofreria, passaria pela mesma merda um bilhão de vezes, só pra ver seus olhos indecifráveis outra vez.














